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Monday, May 11, 2009

Fosco



inenarrável
a beleza,
tão sozinha
no fosco da tarde,
tão sozinha
no vazio da fala,
tão sozinha
frente à multidão,
que significa
essencialmente
a própria
consolação

indesculpável
a beleza,
tão formosa
mas tristonha;
tão delicada
mas tenebrosa;
insaciável
medonha,
desamparada,
dadivosa

inconteste
a paixão,
a secura
e a dor –
pois não?
sem par,
nem cor dão


paulo-roberto andel, 11/05/2009

6 comments:

Lau said...
This comment has been removed by the author.
Lau said...

Um espetáculo, poeta!!! O mito Lele(rs) está chegando e irá adorar ler suas maravilhosas obras literárias.

Parabéns!!!Um beijo

Antonio Paulo said...

Grande Paulo tricolor. Como disse a Lau maravilhas literárias. Você esta arrasando mestre.

Mariano P. Sousa said...

Companheiro Paul!
Mais um belíssimo pre sensente pra agente apreciar.
Parabéns grande poeta.

Carlos, um jeito tabajara de ver a vida said...

Paulo, como voce já sabe, nao sei comentar poesias. Porem, nesta nobre arte voce se destaca, claro! Como diz voce, braxxxxxx!!!

Dalton França said...

Paulo, inenarrável é a melodia que você consegue extrair dos fonemas com inexata exatidão.
Um grande abraço, poeta da Guanabara!