Translate

Thursday, August 25, 2011

Wednesday, August 24, 2011

ORA, BOLAS

meu espelho,
que range os dentes
ao me receber,
desta vez ofertou
silêncio
e,
por isso mesmo,
estranhei.
ele já nao tem
mas raiva,
não tem rancor

e nem ousa
mostrar-se indignado:
agora é só
um espelho
que precisa de um pano

umedecido
em álcool
e um banho daqueles
de curar
mau-olhado.
meu espelho está mudo
mas não é morto;
apenas se restringiu.
também não morri -
apenas rever

minha velhice frente a ele
traz-me um que

de piada juvenil
qualquer.


Paulo-Roberto Andel, 23/08/2011

Monday, August 22, 2011

Tuesday, August 02, 2011

EU RECOMENDO!

(Reproduzido do blog de Luis Nassif)

Enviado por luisnassif, ter, 26/07/2011 - 18:34



O uso da Internet em campanhas presidenciais

Autor: Daniele Barizon

Os veículos de comunicação sempre tiveram papel destacado na estrutura do discurso político, seja como instrumentos de campanha e/ou ferramentas para manutenção de governos. Com o advento dos meios de comunicação de massa – notadamente jornais, rádio e TV – sua utilização torna-se, a cada dia, mais aperfeiçoada. Com o surgimento da Internet, abrem-se novas possibilidades de conquista ao eleitorado, a despeito de sua ainda baixa penetração popular – ou penetração rápida, considerando-se seus apenas quatro anos, se comparada ao tempo em que o rádio e a TV levaram para chegar aos lares (38 e 13 anos, respectivamente).
 
As potencialidades da world wide web, suas prerrogativas de interatividade e de convergência despontam como novidades capazes de interferir significativamente nas relações até então baseadas em vínculo linear entre emissor e receptores passivos.

Ao utilizar o ciberespaço, suas comunidades e redes sociais – de onde emerge a chamada Inteligência Coletiva – o candidato penetra um novo tipo de dinâmica social, da qual pode beneficiar-se, desde que tenha sabedoria para operar o incrível aparato que se lhe apresenta.

O livro Eleições em Rede: A evolução do uso da Internet em campanhas presidenciais traça um histórico da utilização da rede em campanhas majoritárias no Brasil, do pleito de 1998 até 2010 (este último com resultado satisfatório, se comparado aos anteriores, porém ainda aquém do nosso potencial), por meio das atividades de seus principais candidatos. Partindo da análise de discursos políticos na Grécia antiga, discorre sobre as mudanças impostas pelas mídias ditas tradicionais, o emprego destas mídias como instrumentos de governos totalitários e democráticos, sua consequente desvirtuação para atendimento de caráter eleitoreiro e, finalmente, suas conexões com a Web.

Através da comparação entre as campanhas brasileira e norte-americana – esta sempre pioneira – investiga o desenvolvimento e as tendências da rede, as novidades constantes em cada pleito, seus principais SNSs (Social Network Sites), os erros frequentemente cometidos por partidos que não acompanham o crescente fluxo tecnológico e as dificuldades impostas por uma legislação que até há pouco entendia a Internet como um meio de comunicação similar ao rádio e à TV, regendo-a pelas mesmas diretrizes. Procura, por fim, esclarecer até que ponto a Web hoje se constitui em veículo indispensável ao bom desempenho de campanhas eleitorais, pontuando as diferenças sociais e culturais que imprimem caráter específico ao nosso processo – diferenças que devem ser compreendidas para que seu uso seja cada vez mais efetivo.
Para adquirir o livro Eleições em Rede (ISBN 978-85-7894-006-5):