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Tuesday, October 19, 2010

Friday, October 15, 2010

MINO CARTA















http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/o-tempo-como-invencao-do-homem


O tempo, como invenção do homem

Questão levantada por Dilma Rousseff no debate de domingo 10 na Band merece reflexão. Observou a candidata que a campanha eleitoral tucana estimulou um sentimento insólito no Brasil, o ódio. Há brasileiros e brasileiros. Os privilegiados e seus reservas, e os desvalidos em estágios diversos. As diferenças sociais são ainda profundas, a despeito de alguns avanços realizados à sombra de Lula.

A maioria brasileira não é capaz de ódio, mas sua característica mais pronunciada é a resignação. Já o ódio tem ibope elevado na minoria, aquele resistentemente alimentado em relação à maioria. O sulista feliz da vida enquanto mantém sua primazia e o remediado confiante em um futuro favorável à moda dos atuais privilegiados odeiam o nortista pobre. Incluam-se os miseráveis em qualquer latitude.

A frequentação da internet nestes dias ilumina a respeito, embora cause devastação na zona miasmática situada entre o fígado e a alma dos cidadãos conscientes e responsáveis. Colidimos com ferozes manifestações de ódio, insufladas pela mídia nativa, movida ela própria, ela antes dos seus leitores, ouvintes, espectadores, a puro ódio. Em outros tempos, chamava-se ódio de classe. Mas hoje os tempos são outros.

Há inúmeras décadas a mídia nativa, instrumento nas mãos da chamada elite (elite?) porta-se da mesma maneira. Desembainha os mesmos argumentos. Desde a oposição a Getúlio Vargas democraticamente eleito, a resistência à posse de Juscelino, a manipulação constitucional para que João Goulart substituísse o renunciatário Jânio ao aceitar a imposição do parlamentarismo, enfim, o golpe de 1964 e o golpe dentro do golpe de 1968. Até a rejeição da campanha das Diretas Já, a eleição indireta de 1985, a posse anticonstitucional de José Sarney, a eleição de Fernando Collor no seu papel de antídoto ao Sapo Barbudo.

Sempre e sempre, a mesma pejoração, a favor das mesmas inaceitáveis razões, frequentemente em apoio de quem, em nome das conveniências, foi elevado aos altares da glória e hoje é atirado à poeira. É um festival de acusações sem prova, de omissões oceânicas, de mentiras que envergonhariam o bugiardo de Goldoni ou o tartufo de Molière.

Pergunto-me se esses heróis da velhacaria perceberam o quanto o Brasil e o mundo mudaram no período. Por uma série de eventos, a vincar as décadas. O Brasil, por exemplo, não é mais um dos ancoradouros preferidos da CIA. O embaixador americano Lincoln Gordon, depois de mandar mais que o presidente da nossa república, passou-se para outra. Na onda da Marcha da Família, com Deus (que deus seria este?) e pela Liberdade, perdemos a liberdade, com ele pequeno, por 21 anos, e a verdadeira, irmã da igualdade, ainda não a encontramos.

Deu-se ainda, neste tempo todo, que a Cuba de Fidel deixasse de ser aquela e, sobretudo, que o Muro de Berlim ruísse e, com ele, o maniqueísmo da Guerra Fria, o abrupto loteamento do globo entre dois impérios. Aliás, sobrou um, que nos ensinou coisas boas e más, algumas muito más, e hoje não vai lá das pernas.

Os meus estarrecidos, porém lúcidos botões cuidam de me informar: os senhores todos continuam a querer um país de 20 milhões de habitantes e uma democracia sem povo, o tal de demos, como avisava Raymundo Faoro, o grande pensador, que faz falta não somente a mim. E não deixa de representar fenômeno extraordinário como o candidato José Serra se encaixou à perfeição no seu papel de udenista da última hora, de sorte a ganhar, de forma ainda mais clara que em 2002, o suporte da mídia de uma nota só.

Há momentos sublimes na interpretação do candidato tucano. Ele se prontifica a deglutir hóstias sagradas e se apresentar como derradeiro apóstolo de Jesus Cristo. Enquanto isso, a mídia concretiza a mais ampla, geral e irrestrita conciliação elitária da nossa história, na qual este gênero de arreglo invariavelmente nasceu do ódio à maioria e representou um capítulo fatal.

Recordo um debate entre figuras da imprensa, organizado em fins de 1976 por Ruth- Escobar no seu teatro paulistano. Inicialmente proibido pela ditadura por causa da minha presença entre os debatedores (incrível, não é mesmo?) e enfim liberado duas semanas após porque me caberia apenas o papel de moderador.

E o moderador, lá pelas tantas, perguntou a Ruy Mesquita, também presente, por que, diante da censura, os donos das empresas midiáticas não se tinham unido para protestar, assim como em uníssono haviam invocado o golpe. Ruy respondeu ser impossível um entendimento entre famílias tão díspares quanto Mesquita, de um lado, e Marinho, Frias, Nascimento Brito e Civita do outro. Pois agora, na esteira da candidatura Serra, e para espanto meu e dos meus botões, é possível.


Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde. redacao@cartacapital.com.br

GOLPE À VISTA? SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER


Tarso compara campanha de Serra a preparação do golpe de 64


(Reprodução do Portal Terra)


Porto Alegre - O governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), disse, na noite desta quinta-feira, em Porto Alegre, que, em relação à disputa presidencial, está havendo "uma campanha de golpismo político só semelhante aos eventos que ocorreram em 1964 para preparar as ofensivas" contra o então governo estabelecido.

Diante de cerca de duas mil pessoas que lotavam o Salão de Eventos do Hotel Plaza São Rafael na plenária de mobilização da campanha da petista Dilma Rousseff para o segundo turno da eleição presidencial no Estado, Tarso fez críticas duras aos adversários de Dilma na eleição, avaliando que hoje a ameaça é mais grave, porque inclui a "manipulação da informação com cumplicidade da maior parte da grande imprensa". O governador eleito finalizou seu discurso avaliando que a situação pode "redundar em uma eleição ilegítima", na qual um candidato quer se eleger "com base na mentira, na inverdade, na calúnia e na difamação".

Mesmo sem a presença de Dilma, o PT e os partidos aliados prepararam um grande evento para o que apontam como a "arrancada" da campanha do segundo turno da petista. Nas escadarias, na entrada do prédio e no salão, militantes distribuíam pilhas de adesivos, folders com os 13 compromissos de Dilma e um documento com os principais pontos de organização da campanha no Estado e pré-roteiros das lideranças estaduais até o dia 30 de outubro.

Dentro do salão, na mesa principal, com direito a discurso, estavam, entre os representantes de siglas aliadas, o senador Sérgio Zambiasi (PTB), o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), o presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Júnior, o deputado federal Pompeo de Mattos (PDT), que na eleição estadual concorreu como vice do principal adversário de Tarso, o peemedebista José Fogaça, e o deputado federal Mendes Ribeiro Filho (PMDB). Mendes, que coordenou a campanha de Fogaça, chegou à plenária após passar a tarde em uma tensa reunião do PMDB gaúcho na qual foi decidido indicar ao diretório do partido proposta de apoio ao adversário da petista, José Serra (PSDB), mas respeitando os que preferirem Dilma. Em seu discurso, lembrou à plateia a importância de que peça votos.

Aplausos

Zambiasi, que durante seu discurso foi aplaudido de pé pelo público, também recheou as falas de críticas aos adversários na eleição presidencial. Ele começou sua manifestação respondendo a uma pergunta que ficou em suspense durante toda a campanha. "Tarso, eu votei em ti", declarou. Em seguida, disse que os adversários "fracassaram com os trabalhadores e aposentados". "Não venham agora prometer o que não vão cumprir".

Ao final da plenaria, questionado sobre o fato de Serra ter visitado o Estado antes de Dilma neste segundo turno e de a mobilização dos serristas estar bem mais organizada do que no primeiro turno da eleição, Tarso resumiu: "Não nos atemoriza". Ele também minimizou a definição majoritária do PMDB em favor de Serra. "Foi boa, porque liberou os que preferem a Dilma". Além dos partidos que já apoiam a petista no Rio Grande do Sul, Tarso segue em busca de dissidentes em siglas que, no Estado, preferem Serra, como é o caso do PP. "Já conversei com o Mano Changes (deputado estadual do PP, vinculado aos eleitores jovens) e antes do final da semana vamos falar novamente".

Após a plenária, o governador eleito seguiu para um breve encontro com lideranças evangélicas em outro andar do prédio. Ainda assim, aos jornalistas Tarso disse considerar "superada" a pauta de temas religiosos na campanha. "Nossa agenda é o que fazer para maior distribuição de renda e ampliação dos projetos sociais do presidente Lula". Nesta sexta (15), a partir das 10h30min, Tarso volta a se encontrar com lideranças religiosas, no Encontro do Conselho de Ensino Religioso do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. No domingo os apoiadores de Dilma pretendem realizar um grande ato no Brique da Redenção, tradicional feira de antiguidades e artesanato da Capital que é também cenário de manifestações artísticas e políticas.

Wednesday, October 13, 2010

MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS PRÓ DILMA

Um grupo de artistas e intelectuais liderados por Leonardo Boff, Chico Buarque, Emir Sader, Eric Nepumuceno está articulando adesões ao manifesto abaixo de apoio político à eleição de Dilma Roussef. Se você puder aderir agradeceríamos muito: mande sua adesão para emirsader@uol.com.br e ericnepomuceno@uol.com.br .

E, se você também puder, venha participar do ATO POLÍTICO de entrega do manifesto à candidata, no Teatro CASA GRANDE, dia 18 de outubro, às 20 hs. (Rua Afranio de Mello Franco, 290- Leblon- Rio de janeiro)


MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS PRÓ-DILMA

Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff. Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.

Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.
Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.

Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.

Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.

Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.

Leonardo Boff
Chico Buarque
Fernando Morais
Emir Sader
Eric Nepumuceno

IL FASCIO DI JOSÉ SERRA


(Reprodução do blog http://www.tijolaco.com/)


SERRA É O RESPONSÁVEL PELA BAIXARIA

Em qualquer país onde houvesse uma imprensa digna deste nome, o Sr. José Serra estaria, neste momento, sendo publicamente execrado nos jornais, pelo estímulo que empresta, por ação e omissão, a uma campanha de ódios e preconceitos que, de uma maneira inacreditável, está reeditando, 50 anos depois, o clima de estupidez que levou ao golpe de 64.

Porque é ele quem está provocando esta onda de torpeza não apenas ao aceitá-la como estimulá-la.

E pior, o faz de forma covarde, usando pessoas irresponsáveis e dispostas a se expor, para depois seguir pela seara imunda que abriram.

Foi assim com Indio da Costa, que se prestou ao papel de acusar a campanha de Dilma de ligações com o narcotráfico e as ações armadas das FARC. Ele o secundou e está denunciado por isso pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Depois, usou ou permitiu o uso de declarações de sua própria esposa de que Dilma “quer matar as criancinhas”.

Terrível que se beneficie disso um homem que, quando Ministro da Saúde, tenha escrito, no jornal O Globo de 15/8 de 1998, um artigo sobre os problemas de gravidez precoce e dos riscos de “milhares de abortos que certamente são praticados para interromper a gravidez indesejada, a maioria das vezes nas mais precárias condições técnicas e de higiene” um texto com o qual, hoje, deveria ser confrontado:

“É obrigação do Ministério de Saúde combater essa absurda realidade, identificando suas diversas causas e propondo à sociedade brasileira sua correção. Se tocar essa ferida, num primeiro instante, causa incompreensões e até manifestações de hostilidade, que se pode fazer? Entre cumprir a obrigação e angariar simpatias, prefiro, sempre vou preferir, a primeira alternativa.”

Não, o Sr. José Serra preferiu mais do que a segunda alternativa. Não apenas faz o que pode para angariar simpatias com o tema, como se presta a promover incompreensões e hostilidade contra sua adversária, justamente uma mulher, mãe e avó.

Infelizmente, nossa imprensa acha tudo isso tolerável. Não houve um artigo de fundo, um editorial, muito menos uma manchete para denunciar uma campanha suja. Pior, além da suja vantagem eleitoral que tira em favor de um candidato, colocam um tema delicado e controverso na base de uma disputa simplória e fanática, com a qual ninguém se esclarecerá.

Ao contrário, exploram diariamente os temas e chegam ao ponto de reproduzir histórias sabidamente mentirosas e que chegam ao nível do desrespeito a qualquer critério ético.

A ínclita vice-procuradora eleitoral, que quis tirar do ar os blogs que criticavam José Serra, todos com autoria devidamente identificada, não moveu uma palha contra dezenas de outros, anônimos, que produzem material sujo para ser distribuído pelas imensas correntes de spam que visam beneficiar o serrismo.

Devemos dizer com todas as letras que isso é uma indignidade e, de imediato, levar o debate para aquele terreno que procuram encobrir com esta cortina de fumaça desumana. Serra usa a perversidade, a religiosidade, o sentimento humano que todos temos de amor à vida e às crianças porque não pode dizer a que vem.

Esta é a verdade que tem de ser proclamada: Serra vem para entregar nossas riquezas, para empacar nosso desenvolvimento, para submeter nosso país a uma volta ao passado que repugna ao povo brasileiro.

E usa a fé como os vendilhões usavam o templo.

Brizola Neto

Friday, October 08, 2010

MAIS CIRO

Wednesday, October 06, 2010

CIRO (2009)

Para o pessoal que é meio esquecido das coisas...


EU E LAU, LAU E EU


Dia desses, comentei um post de minha querida amiga Lau Milesi, do popularíssimo blog RENASCENDO (http://renascendo-lau.blogspot.com).

Acabou que falamos de política.

Hoje, fiz novo comentário.

Talvez fosse bom, intenso, enfático e democrático demais para ficar somente como um comentário, com a humildade leonina que me cabe. Copiei, colei, publiquei. O resultado segue mais abaixo.

OBS: Este é um blog de um simpatizante da causa comunista, politicamente muito ligado a Oscar Niemeyer, Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Sérgio Macaco, João Goulart, Neiva Moreira, Fidel Castro e Hugo Chávez. Portanto, se a sua opinião política é extorsiva a qualquer um dos nomes aqui citados, eu a respeito democraticamente mas não me interesso por ela em meu blog.

OBS 2: Quando lerem "Zona Sul carioca", entendam por favor o sentido figurado que também serve para Pinheiros, Savassi e Sunset Strip, por exemplo.

Um abraço a todos, com exceção dos imperialistas.



Minha querida queridona Lau,

Evidentemente, não era meu objetivo quebrar o clima de romance do blog, claro. É que temos falado muito do tema político e talvez eu tenha exagerado.

De toda forma dá o que pensar, não é?

Veja o seguinte: você já reparou no tom professoral, quase "acadêmico" de alguns simpatizantes/ eleitores da causa tucanal?

Eu, sinceramente, não sei medir em até que ponto ingenuidade e arrogância se misturam. Desinformação e prepotência. Preconceito e galhofa. Não sei medir o quanto acham que os outros são burros, que nunca leram livros além dos de auto-ajuda e paulocoelhianos, que nunca pesquisaram; os que acham que basta colocar um sorriso alvar no rosto, um tom debochado e pronto: os outros são desqualificados, não entendem do ramo etc. Bom, esse assunto me interessa muito: com nove anos de idade, eu lia o Pasquim emprestado por meu pai, e isso pode servir de termômetro.

Como eieitor desde 1986 e vivendo numa casa onde se respirou política e se viu o que era a DITADURA NAZISTA de perto, me surpreendo cada vez mais com gente que vota sem conhecer as raízes históricas de seus partidos/ aliados. Ou que finge não conhecer.

Vejamos o hoje simpático movimento denominado "tucano".

Por muitos anos, o PSDB tinha o curioso apelido de "coluna do meio", porque no governo Sarney ora votava com a situação, ora com a oposição; assim foi até 1993, quando deram a guinada rumo ao verdadeiro LIXO que existe na política brasileira hoje denominado DEM - também conhecido com UDN, ARENA, PDS, PFL, fomentador de alguns dos piores brasileiros de todos os tempos como Adhemar de Barros, ACM e Maluf. Quem deu golpe no Brasil e nos custou 50 anos de atraso foi a ARENA. Quem rasgou a constituição e se serviu da corrpução oculta pela ditadura foi a ARENA. Quem esfacelou o serviço público, estraçalhou a opinião pública e bancou seres como Armando Falcão, Roberto Campos e Delfim Netto foi a ARENA. Quem elegeu COLLOR foi a ARENA.

Como questionar a "maior corrupção de todos os tempos" do PT e, ao mesmo tempo, defender o carlismo baiano de ACM e seus asseclas-herdeiros, hoje finalmente derrotados? O outrora malufismo-pittismo (é, Celso Pitta...)?

Como questionar o "aparelhamento da máquina do estado" se comprou votos para a reeleição de um presidente em pleno mandato, rasgando a constituição? (Aliás, comportamento típico da ARENA quando, no governo ditatorial, contribuiu para a morte, o estupro e o desaparecimento de milhares de jovens brasileiros, cujo crime foi lutar pela DEMOCRACIA).

Como modernizar o Brasil entregando patrimônio nacional bilionário nas mãos de meia-dúzia de aves de rapina? Quanto a Vale do Rio Doce não geraria de divisas para o Brasil se não tivesse sido praticamente doada?

Vamos falar da "modernização da telefonia". Oba, temos celular! Só falta lembrar que pagamos a quarta tarifa média MAIS CARA DO MUNDO por este serviço, à custa de contratos abençoados pelo Sr. FHC.

Serei claro: a ARENA hoje é o PSDB, mais do que NUNCA. Basta ver seus aliados, inflados por criaturas exóticas em final de linha como Gabeira e Cesar Epitáfio Maia.

Vamos falar de emprego: 600 mil entre 1994-2002 contra 12 milhões entre 2002-2010.

Vamos falar de MISÉRIA (tema odioso para a "livre iniciativa da ARENA"): é dever do Estado assistir os mais pobres? Evidentemente que sim. 15 milhões de vidas foram salvas com o Bolsa-Família. Quanto custa UMA VIDA HUMANA? Não há como mensurar. Há os falaciosos que apontam o BF como "assistencialismo"; eu pergunto: qual é a noção de ESTADO dessa gente? Acreditam que quem nasceu miserável tem mais é que morrer à míngua, porque eles "pagam seus impostos" (muitas vezes, sonegando...)?

Vamos falar de serviços públicos, açoitados: funcionários públicos com oito anos sem aumento (incentivo para que pedissem exoneração); universidades públicas à mingua, com professores morrendo e sem substituição ou concurso.

Não estou aqui para ser senhor da verdade; pobre do humano que o queira ser. Apenas falei de FATOS amplamente conhecidos por quem lê livros e jornais - estes, inclusive, os de clara bandeira neolibera. Contra FATOS não cabem argumentos, falácias ou prosas lançadas ao vento - modéstia à parte, de prosa eu entendo. Vivemos numa democracia: o voto é livre, até mesmo para beócios que comemoram a eleição de seus achacadores. O cara que vota no salário mínimo de seiscentos reais para que o governante simplesmente FECHE A TORNEIRA DE EMPREGO. De toda forma é democrático. Eu não sou da ARENA. os simpatizantes da ARENA é que gostam de fechar congresso, prender inocentes, estuprar. Minha formãção é outra. Falando em ARENA e dos simpatizantes da tucanalha, não é incrível que o PP tenha eleito Jair Bolsonaro (que, em qualquer democracia do ocidente estaria atrás das grades) com mais de 100 mil votos? Pois é, é democrático afirmar que temos 100 mil BESTAS que votam num sujeito que defende TORTURA, DITADURA E FECHAMENTO DO CONGRESSO. Paradoxal, não? Para não dizer ridículo.

Bom, poderia falar N coisas aqui, mas não vou alugar vc e nem ocupar muito espaço. O resto a gente conversa pessoalmente/ telefonicamente (com a tarifa das mais caras do mundo), que é sempre um prazer enorme.

Ufa! Falei demais! So sorry!

Quero te parabenizar pelas manifestações sempre elegantes aqui no blog; não à toa, aí estão suas centenas de fãs.

E também te parabenizar pelo trabalho de "camareira virtual", ao carregar N MALAS no cyberespaço, ahahahahahahahahahahaha!

Em tempo: recomendo a todos os que defendem o neoliberalismo a deixarem alguns minutos de falácia mofada de lado e, se realmente tiverem o objetivo de votar e discutir política visando o BEM COMUM, para que peguem seus carros ou mesmo o Metrô e saiam da Zona Sul carioca para dar uma volta nos bairros da Linha 2. Muitos falam tanto de Brasil e mal conhecem a cidade... Seria importante que vissem o "dark side" do neoliberalismo que Lula não conseguiu mudar, por mais que se esforçasse: muito crack, ausência de Estado, meninas se prostituindo com 10 anos de idade, meninos de 10 anos estuprando e atirando a esmo. Não é fácil derrotar a "livre iniciativa" de FHC e sua laia, mas nós chegaremos lá um dia. Estaremos livres de "gente" que acha que favelado e morador de rua tem que morrer, que é preciso pena de morte em vez de educação preventiva, que usa até religião para justificar a abissal desigualdade social que ainda persiste no Brasil - colocando em Deus a cula pelo próprio egoísmo e falta de visão coletiva.

O beijo de sempre!!!!!!!!!!!

E que as alças estejam ao menos inteiras para se poder carregar, ahahahaha.

PS: eu também sou mala? Me digaaaaaaa.

BEIJOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Tuesday, October 05, 2010

O FASCISMO DA MÍDIA CONTRA O PT


(Fonte: Reprodução do Blog do Miro)


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

ELEIÇÕES - Mídia tenta ofuscar favoritismo de Dilma.

Por Altamiro Borges

Âncoras e colunistas da mídia demotucana atingiram o orgasmo múltiplo nas últimas horas. Na televisão, por exemplo, é visível a alegria de Boris Casoy, Carlos Nascimento, Willian Bonner, Merval Pereira e Cristiana Lôbo, entre outros, com a realização do segundo turno das eleições presidenciais. Os espaços concedidos a José Serra, que obteve 32,61% dos votos (33.132.174), e a Marina Silva, que colheu 19,33% (19.636.337), são bem maiores e vistosos do que os cedidos a Dilma Rousseff, que quase venceu o pleito no primeiro turno – 46,91% dos votos (47.651.280).

As edições dos telejornais apresentam os derrotados como vitoriosos – festa dos tucanos em São Paulo e imagens angelicais da candidata verde – e mostram a candidata vitoriosa abatida, como se fosse a grande derrotada. O objetivo desta manipulação grotesca é animar a oposição de direita e desarmar os setores que apostam na continuidade da mudança. O esforço unificado da mídia é para tentar ofuscar o favoritismo de Dilma Rousseff no segundo turno. Ela tenta vender a idéia que será uma nova eleição, como se a realizada neste domingo não tivesse qualquer importância.


Moto-Serra e os votos verdes

De concreto, a oposição demotucana foi derrotada nas urnas. No início da campanha eleitoral, José Serra aparecia como franco favorito – com quase o dobro da intenção de voto da ex-ministra do governo Lula. Antes mesmo do horário eleitoral, ele perdeu milhões de votos e passou para a segundo colocação. A possibilidade de vitória no primeiro turno de Dilma Rousseff, que nunca disputou um pleito e era pouco conhecida da sociedade, era real. Ela só se inviabilizou na reta final graças ao fenômeno da chamada “onda verde”, em boa parte criada pela própria mídia.

Numa análise fria, sem a partidarização apaixonada da mídia demotucana, Dilma Rousseff é a franca favorita para vencer as eleições em 31 de outubro. Ela conseguiu colocar mais de 14,5 milhões de votos a frente de Serra. Dos 19,6 milhões de votos dados pelo eleitor seduzido pela verde Marina, ela precisa colher cerca de 4 milhões para ser eleita a primeira mulher presidente do Brasil. Nem o maior torcedor do tucanato, convertido recentemente ao eco-capitalismo, avalia que Serra conseguirá abocanhar aproximadamente 15 milhões de votos da candidata verde.


Derrota do bloco liberal-conservador

Os colunistas da mídia demotucana destacam apenas os fatores favoráveis a Serra. Dizem que agora Aécio Neves, que manteve com folga o governo de Minas Gerais, estará livre para fazer campanha. Mas ele nunca esteve preso. Se não abraçou na campanha do concorrente paulista foi por outros motivos. Afirmam ainda que Geraldo Alckmin, novamente eleito ao governo paulista, será um importante reforço para sua campanha – mas é bom não esquecer a traição que o mesmo sofreu na eleição para a prefeitura da capital paulista. A vingança pode ser maligna!

Já no caso de Dilma Rousseff, os colunistas da mídia direitista preferem ocultar seu favoritismo. Na primeira eleição em que disputou, ela teve o mesmo percentual de votos de Lula no primeiro turno de 2002 – após três tentativas castradas de chegar à presidência e uma sólida projeção nas lutas sindicais. Além disso, ela contará agora com vários governadores, senadores e deputados eleitos – a vitória do seu campo político nos pleitos estaduais foi acachapante. A correlação de forças se alterou nesta eleição, com a derrota do bloco neoliberal-conservador.

Em síntese, o favoritismo de Dilma Rousseff para o segundo turno é visível – só mesmo a mídia demotucana tenta ofuscá-lo com seus padrões de manipulação. Mas o favoritismo, por si só, não garante a vitória. O segundo turno exigirá muita energia.

Será uma guerra sangrenta!

Monday, October 04, 2010

REVERTERE AD LOCUM TUUM

Cesar Maia

Arthur Virgilio

Tasso Jereissati

Paulo ACM Souto

Yeda Crusius

Marco Maciel

Jarbas Vasconcellos

Fernando Gabeira

Efraim Moraes

Mão Santa

Heráclito Fortes



PS: Os féretros de Serra e FHC ficam para novembro.