desanoitece quando tento entender as mazelas do mundo
e vem certa alvorada trôpega trocando passos flácidos entre a esperança e a ilusão: ampulheta contra o tempo, uno frente à multidão
desanoitece quando me vejo bicho-homem, permissivo diante do caos que se tornou a extinta fraternidade: havia uma cidade em meu bairro, ela encolheu e calou para agora, agora, viver em solene angústia – a dúvida sob fissão.
longe do antes, exilado no futuro, por onde navego à vida?
1 comment:
Paulinho, você não existe. Que versatilidade e competência!!!De cronista à poeta, num flash.
Agora "desanoiteceu"...
Beijosss
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