OTRASPALABRAS! (Paulo-Roberto Andel)
Friday, December 29, 2006

Um poeta recolhido

›
vejo um poeta na rua em silêncio parece tão reflexivo, contido sorve um chope com delicadeza e senta o copo na mesa solitária ouvi falar de ...

O aviário

›
Depois de tantos anos morando pelo centro da capital, ainda sinto-me um estrangeiro morador. Estou mais do que acostumado ao frenesi das ru...
Thursday, December 28, 2006

Onde mora liberdade?

›
Liberdade, santa insana liberdade Utopia inalcançável, mais que desejada Vejam o exemplo de nossa velha cidade Cada um de nós busca o jeito ...
Sunday, December 24, 2006

Caso encerrado

›
Flanava na tarde vadia às vésperas do Natal. Contrariando planos feitos instantes antes, desistiu de um rumo e seguiu para outro. Adentrou ...

Memória

›
Certa brisa tenra acaricia meu rosto nos arredores da pedra do Leme Minha vista namora um horizonte, encontro de dois azuis cativantes Ao fu...
Friday, December 22, 2006

Alessandra

›
Eu sou pobre, louco, para descrever o encanto Que teu alvo sorriso fez viver meu coração Ainda me lembro da tua voz em frases eternas Incapa...

Retrato do artista quando morto-vivo

›
Olhei para um pequeno espelho de casa Parecia-me um homem velho, fatigado à vista Com vincos profundos de tempo no rosto E mãos de veias sob...

Natale

›
Quando chega o fim dos dias de um ano, tudo pela contagem que um dia estabelecemos, nas grandes metrópoles tudo fica diferente. As pessoas ...

A última canção

›
Não te espantes com o fim das luzes, dos dias Somos todos repletos de silêncio nos espaços Até o dia em que este mesmo calado é maior E sobr...
Wednesday, December 13, 2006

Coisas e pessoas

›
As coisas passam, quase tudo passa Feito a folha que desaba no outono E dissolve-se, falece, vira combustível doutras folhas Muitas coisas p...
Tuesday, December 05, 2006

Buena ación

›
Ontem, voltando na madrugada pelo Botafogo, recordei momentos de muito significado da minha juventude. Tem mais de vinte anos. Tempos de cal...

Serenata de amor

›
noite de azul profundo, madrugada minha flanando aos poucos numa alameda solitária com garbo de valente voluntário da pátria soldadinho de c...
Monday, December 04, 2006

Copacabana, rosa

›
Ponho meus pés na beira do mar de Copacabana Bem em frente a uma certa rua onde muito morei Faço-me me rosa dos ventos, lembrando infância D...

Sobre renúncias

›
raro é o que sugere-me mais beleza do que a renúncia a capacidade de abrir mão, entender todas diferenças reparar o mais belo pássaro mortal...
Friday, December 01, 2006

Auto-flagelo

›
eu, terrorista de mim mesmo, delinquente sou refugiado em meu leito solitário, pacato e tenho uma bomba-relógio ardente no peito com data de...
Tuesday, November 28, 2006

Oferenda

›
Para ti, tão somente em ti Que busca em minhas palavras O significado do amor Te ofereço mais do que um punhado A paixão de um cinza Guanaba...
Monday, November 27, 2006

Fim de noite no arraial

›
Quando eu estiver adormecido lá no arraial Não me chamem, tampouco provoquem Sorverei a noite eterna em nascedouro firme Descendo cursos lon...
Friday, November 24, 2006

Um abraço de mulher

›
Ontem, houve uma mesa de bar. Éramos eu e dois amigos, poetas. O estabelecimento era o do recente sempre, ou seja, que temos frequentado nas...
Thursday, November 23, 2006

Da brevidade

›
passo e reparo, paro e penso vejo a avenida cheia de gentes, desencantos, desacatos são dias de guerra sem paz, confronto, morte fugaz quand...

Infeliz ano velho

›
Por agora, somos apenas nós dois Eu e tu, nosso aguardado confronto Tenho mais tempo, ao teu contrário Não cabe a ti mais o velho poder É tu...
Tuesday, November 21, 2006

Nosotros

›
Somos nós, pela tarde ligeira, singelos nus Um disco d'outrora toca uma bela canção E tem vento firme prenunciando a chuva Vejamos o tet...
Thursday, November 16, 2006

E la nave va

›
Vazio d'alma, tão desamor Que deságua em turvo mar Deitado com manto do céu Num preto que brilha a mil É perder todos os sentidos Desmai...
Monday, November 13, 2006

Bagdad Café

›
Eu e meu café discreto Quase adoçado, firme Quente feito um alívio Na porta do Miramar Somos companheiros Reparando um dia A tarde prata Cin...
Thursday, November 09, 2006

Fênix

›
Amor, gigante amor Com vinte voltas em torno do sol Dois mil companheiros Vinte parceiros, cinco amigos Mais três medalhas de bronze Amor de...

Choro ambulante

›
Nestes dias de horário de verão, a cronologia artificial dá outros tons às coisas de rua, visões e panoramas diferentes. Seis da tarde não é...
Wednesday, November 01, 2006

Isabel

›
Louvado seja O amor sagrado Que desnuda-se Com tua aparição És firme procissão Ao passo que eu Humilde servo Peregrino Encanto-me, tão menin...
Monday, October 30, 2006

Da ausência onipresente

›
Certas efemérides trazem contas de minha presença Há os que a ela creditam alguma frágil importância Contento-me com fidalguia e delicadeza ...
Friday, October 27, 2006

O fim do fim da linha

›
Eu comecei caminhada E não pude mais parar Persegui mapas mudos Rabisquei traços, trilhas Passaram-se mil léguas Arredores foram longe Todos...
Thursday, October 26, 2006

Trevo das missões

›
Ásperos chãos, vários Humildes gentes na ida Um pouco de verde vil Tenta ocultar o asfalto Que leva e traz um país De um lado, são Paulos No...
Wednesday, October 25, 2006

Viveres

›
Viver desconstrução, constituição Estar por todos os lados e sentir-se um estrangeiro Olhar todas as manchetes e pouco lê-las, quase nada Vi...
Monday, October 23, 2006

A praia vermelha

›
Era pequeno pedaço de escombros que habitava-me Tardio, queria ser presença de um desajustado amor Poderia ser indesejável morador se a tant...
Tuesday, October 17, 2006

Strani

›
Certo dia, veio um amigo e falou-me do estranhamento que lhe causo, ora por ser fan do falecido cantor paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan, or...

Para a pequena carioca do Leme

›
A carioca Acaricia os olhares Dos que apreciam Certa elegante passada Para fincar terreno Nas areias copacabanas Sestrosa Faceira Ela estica...
Friday, October 13, 2006

Um

›
Quando estou cantando Dispenso aplausos e bravos Importam-me somente teus ouvidos Teu coração e sabor Toda cor é brilhante Quando embrulha t...

Corpo

›
Um corpo doura-se Na beira da piscina Encanta muitos olhares Na ginástica de academia Sente, corre e pulsa Na pista da Lagoa Descansa nu na ...

Lágrimas

›
Elas descem Caudalosas, fortes Correm no rosto E dissipam-se Nascem, morrem Muitas vezes Em todos os dias De muito tempo atrás Ninguém as vê...
Wednesday, October 11, 2006

Aurora da solidão

›
Solidão é sedento vazio Opaco d'alma não dedicada Todos temos uns dias De famigerado calor Queremos matar sede Trucidá-la com rigor No e...
2 comments:

Piada do copo

›
Fui copo d'água Clementino Esqueceram-me Namorando filtro De tanto encherem-me, transbordei Caí, quase me fraturei Um vizinho, molhei Se...
Tuesday, October 10, 2006

De nada

›
O nada paira Sobre as cabeças Paradas Impregnadas De nada Cabezas cortadas Incendiadas Por um fogo de palha Maltrapilha Empilhada No canto d...

Princesinha

›
Certa vez, eu cruzei a noite de Copabana aos pés Meu amor distante dava-me suas delicadas mãos As luzes dos letreiros levavam-nos até Nova Y...
‹
›
Home
View web version
Powered by Blogger.