Friday, June 23, 2006
As coisas que nunca mudam
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Você está parado e, de repente, as lembranças sobrevoam pela mente feito pequenos outdoors, incessantes e permanentes. Basta silêncio que a ...
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Wednesday, June 21, 2006
21 de junho
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Agora, início de nublada tarde na Guanabara. Não há, no momento, grande ameaça de chuvas, que tanto atormentam os nativos da cidade, princip...
A crônica partida
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De acordo com alguns homens das letras, por vezes tidos como de brilhante espectro intelectual, a crônica é tida como um gênero literário “m...
Monday, June 19, 2006
Saudades da graça
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Lá pelos tempos de oitenta e nove, coisa de uns dezessete anos, eu era apenas um rapaz latino-americano, sem parentes importantes e nativo d...
Thursday, June 08, 2006
Dois edifícios
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Caiu uma tarde, coube-me um lanche no décimo-segundo andar de um prédio que tenho freqüentado nos tempos recentes, morador honorário, creio....
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Espelho meu
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Meu espelho não me reflete É nele que mergulho Navego Traço rotas imprecisas Para te procurar Meu espelho não tem sombras Nem jogos É reflex...
Monday, June 05, 2006
Das mãos
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Quando eu provei tuas mãos Pétalas de rosas beijaram as palmas Minhas palmas Rosas, flores vivas De brilhante gracejo E poesia lunar Quanto ...
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Tuesday, May 30, 2006
Gotham City, por um triz
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Noite de outono gelada, éramos eu e Max a caminhar pelo negrume da Gomes Freire, avenida que já fez os encantos da capital e hoje, embebeda-...
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Rio, 42º
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Sete horas (PM.) e a cidade ainda arde. A tarde resiste bravamente e retarda a chegada da noite. A cidade é um labirinto onde eu ando e sint...
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Monday, May 22, 2006
O invencível verão
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Sobraram ainda, creio, alguns momentos a serem usados nos próximos vinte dias, bem como alguns últimos momentos divertidos. Mas o verão come...
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Réquiem para o inimigo
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Ouvia um disco de orquestra e admirava o cartão postal que se desenhava em sua janela, numa tardinha de céu brilhante aos pés do Cristo Rede...
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Friday, May 19, 2006
Grandes avenidas
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Temo as grandes avenidas. Reconheço suas imponências diante de nós, pobres humanos que a elas servimos feito um enfeite de bolo. Entendo su...
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A madrugada precoce
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Chove. Este lugar é de um silêncio enorme, talvez imaginariamente entrecortado por canções de ouvir Carole King ou Marina Lima, ambas campe...
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Conversa de botequim
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Houve uma quarta-feira de azul turvo, aquela nem tão recente em que nós, sempre nós, em nosso refúgio fincado na mesa de bar, havíamos elegi...
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Das mãos
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Quando eu provei tuas mãos Pétalas de rosas beijaram minhas palmas Rosas, flores vivas De brilhante gracejo E poesia lunar Quanto eu toquei...
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Salve(m) São Paulo...
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São Paulo, a terra da garoa, com sua permanente nuvem cinzenta sobre os arranha-céus na vista de quem chega ao garboso estádio do Canindé, n...
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Memorial da adolescência
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Num dia do nosso tempo, o velho Xuru de guerra me levou até a casa de outro grande camarada nosso, também velho de guerra e chamado Henrique...
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Os verões do Leme
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É bonito ver o jovem casalzinho no banco de praia, aos pés da orla e perto daquele Forte inesquecível. Crianças ainda, devem estar perto dos...
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O supersônico
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Um dia comum, uma manhã comum, eu e minha bola oficial de futebol em jornada pela Figueiredo Magalhães, uma passada na casa de Buja para con...
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A moça do retrato
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Houve um verão e tive a sorte de conhecer uma moça belíssima, eram tempos da academia de matemática. Anos vieram e foram, gentes vieram e fo...
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Alvorada
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Acordei por volta das cinco e meia da manhã. Era dia de levar meu irmão para se apresentar ao garboso Exército. Bebemos um café rápido e des...
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